Solidariedade para os Kaingang e pequenos agricultores presos e perseguidos na região de Sananduva (RS)

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No sábado 19 de novembro, a liderança Kaingang, Ireni Franco foi preso em Sananduva. No dia seguinte, domingo 20 de novembro, plantações de trigo que pertencem a fazendeiros locais da região foram queimadas. Diante disso, o nojento vice-prefeito da cidade, Leovir Fidêncio Antunes Benedetti, sob as ordens da FARSUL, decretou o estado “calamidade pública” na região por “causa dos conflitos entre indigenas e agricultores”.

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Na quarta feira 23 de novembro, uma mega operação da polícia militar e federal, 8 kaingang e 3 agricultores foram presos nos municipios de Sananduva e Cacique Doble. A operação, parecida á “operação Kandóia” que aconteceu em novembro de 2014, contou com a mobilização de helicópteros, cavalaria etc, toda a força repressiva foi utilizada para reprimir e perseguir as comunidades Kaingang que lutam por suas terras que lhes foram usurpadas há mais de 500 anos. Todas as suas casas foram reviradas pelos porcos e todos eles foram levados para um centro comunitário onde foram obrigados a se deitar de cabeça no chão enquanto os porcos identificavam os rostros dos kaingang que deveriam ir sob custódia. 8 foram levados até a sede da policia federal. Como os porcos só tinham 6 mandatos de prisão, 2 foram libertados, entre os presos encontra-se a mãe do cacique que foi golpeada e violentada pelos porcos. Os 6 Kaingang e os 3 agricultores foram encaminhados pela penitenciaria de Lagoa Vermelha onde ficam até agora. Os porcos estão procurando a vários Kaingang que não conseguiram pegar na sua mega operação, entre eles, os filhos de Ireni, lideranças de Passo Grande da Forquilha…

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De acordo com os mandados da Polícia Federal, expedidos pela Justiça Estadual de Sananduva, os Kaingang e os agricultores são acusados pelos crimes de ameaça, extorsão, organização criminosa e dano ao patrimônio contra fazendeiros da região.

Desde aquí, mandamos todo nosso apoio e nossa solidariedade para os Kaingang e os agricultores que foram presos e os que estão perseguidos. Nossa cumplicidade na luta violenta pela retomada das suas terras!

Morte ao latifúndio!

Pela libertação da terra, ação direta!

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